quarta-feira, 20 de maio de 2015




Renata Lima de Alencar




 


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A Casa da do Zezinho foi muito importante para mim, pois nela eu pude aprender muitas coisas, entrei na Casa do Zezinho em 2002, passei três anos , eu tinha 14 anos, amava a casa, estudava na parte da tarde e ia para casa de manhã, comecei na sala solar com a Prof. Solange, depois fui para sala Oriente na parte da tarde com a Prof. Ana Lucia, neste período fui muito feliz, realizava várias atividades, desde de culinária até dança, participei da orquestra do Projeto Guri, tocava violino, fiz algumas apresentações, também participei do grupo de dança, gostava de nadar na piscina, ajudei algumas vezes a Prof. Helena com as crianças durante as aulas, enfim esses três anos fiz muitas coisas, também participava dos passeios, eventos e festas comemorativas da casa, adorava. Em 2005 surgiu uma oportunidade do primeiro emprego para trabalhar na empresa Dedic de Atendente de Telemarketing , passei na entrevista e tive que deixar a Casa do Zezinho, fiquei feliz e triste por sair da casa, as primeiras semanas foram muitos difíceis, mas me acostumei, pois sabia que tinha que seguir em frente, nesta empresa trabalhei 6 anos, ganhei em primeiro lugar um Prêmio de Profissional Excelente entre muitos funcionários dentro da empresa, fiquei feliz e na hora do prêmio lembrei da Casa do Zezinho, os zezinhos são sempre de sucesso mesmo. Terminei minha faculdade em 2010 realizei o curso de Tecnólogo de Radiologia Médica na Uninove, na faculdade realizei alguns estágios no Hospital das Clínicas, entre outros, no momento não consegui emprego exatamente na minha área, pois o mercado esta muito concorrido e não tenho tanta prática. Hoje com 25 anos trabalho no Laboratório Lavoisier Angélica ,sou assistente de sala de Ultra-som, estou tentando crescer na empresa, espero trabalhar na minha área e pretendo continua meus estudos, se tudo der certo vou fazer Biomedicina, pois adoro a área da saúde, gosto muito de trabalhar com as pessoas, ajudar o próximo. Até hoje a Casa do Zezinho está no meu coração, tenho muitas saudades.



Ser um zezinho para mim, significa ser um zezinho para sempre, zezinho é uma pessoa de sorte, onde sempre será lembrando, onde teve a chance de ter uma oportunidade na vida e aprender que sempre devemos ajudar ao próximo e trabalhar em conjunto e mostrar que não existe diferenças entre as pessoas, zezinho é ser FELIZ.



Um momento inesquecível para mim na casa, foi quando participei da orquestra do projeto Guri em uma apresentação no memorial da América Latina tocando violino,ensaiamos bastante tempo e no dia deu tudo certo, a apresentação foi linda, até hoje quando escuto uma das músicas que tocamos me emociono.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Ex-aluno da Casa do Zezinho desenvolve aplicativo que estimula estudo para o Enem

Thiago de Sousa Messias tem 18 anos e mora no Jardim das Belezas, Zona Sul de São Paulo. Há sete meses, é estagiário da Fábrica de Aplicativos, trabalho que conseguiu após se destacar no curso de tecnologia e aplicativos da Casa do Zezinho.
Na Fábrica, Thiago desenvolveu o app do Ligado no Enem, que oferece gratuitamente aulas para estudantes de prepararem para o exame pelo celular.
Thiago sempre teve interesse por tecnologia e, ao descobrir a internet, começou a estudar o assunto por conta própria
Messias completou o Ensino Fundamental em uma escola particular e concluiu o Ensino Médio, no ano passado, na rede pública. A principal diferença entre as duas, segundo ele, é que a pública tem uma preocupação maior com o número de alunos que passam de ano, e a particular pensa mais na qualidade do ensino.
Para ele, isso não foi um grande problema, pois sempre conseguiu ter boas notas. Com a internet pode estudar por conta própria o assunto que sempre teve interesse: tecnologia.
Hoje, Thiago colhe os frutos de sua dedicação, está no segundo semestre de Ciência da Computação no Senac e tem um emprego que gosta muito. E dá a dica para quem quer seguir no mesmo caminho: “É importante ressaltar que quanto mais a pessoa estudar mais ela vai se destacar. Tem que aprender a andar com as próprias pernas.”

Ongs que mudam o mundo

O verbo transformar prova sua valentia e alcance no trabalho de ONGs que atuam em prol de pessoas, antes, sem perspectiva de vida. Conheçatrês exemplos desse comprometimento

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Há quase duas décadas, a Casa do Zezinho, na zona sul de São Paulo, atende alunos de 6 a 29 anos. Em diversas atividades, é aplicada uma metodologia educacional baseada em: espiritualidade, ciências, filosofia e arte.
Qual é o seu sonho?”, perguntou Dagmar Garroux – ou Tia Dag, como é carinhosamente chamada – a um garoto recém-chegado à Casa do Zezinho, entidade por ela fundada em 1994 no Parque Santo Antônio, periferia da zona sul de São Paulo. “O que é isso?”, ele retornou, atiçando, naquele instante, a indignação há tempos incrustada no peito da educadora. O inconformismo com o abandono da população, entretanto, se somou à fé no potencial de cada indivíduo, levando-a a acolher as demandas locais – falta de teatro, cinema, quadras esportivas, centros de saúde, emprego. A ONG atende, anualmente, mais de 1 200 Zezinhos, crianças e jovens de ambos os sexos, com idade entre 6 e 29 anos, inscritos nas mais de 60 escolas públicas da região. Ali, são envolvidos em atividades de educação, arte, cultura e formação geral e em oficinas de capacitação profissional. Famosa por esbanjar garra e amor, Tia Dag ganhou notoriedade ao criar um modelo de desenvolvimento humano e social batizado de pedagogia do arco-íris. Ancorada em quatro pilares – ser (espiritualidade), conhecer (ciências), saber (filosofia) e fazer (arte) –, a metodologia educativa visa a autonomia de pensamento e de ação. O aprendiz entra aos 6 anos na sala lilás e vai avançando por sete estágios até chegar à sala vermelha, aos 21 anos.
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Arte e cultura são algumas das oficinas da ONG Casa do Zezinho.

Kaique de Jesus Santos 


Marcelo Min
VIDA E ARTE 
Foi na Casa do Zezinho que Kaique de Jesus Santos (acima), de 15 anos, foi descoberto para o filme Linha de passe (abaixo, uma cena), de Walter Salles Jr. e Daniela Thomas 


 Divulgação


“Gosto de completamente tudo na Casa do Zezinho”, diz Kaique de Jesus Santos, de 15 anos, aluno da ONG desde os 8. Na infância, ele desejava ser bombeiro ou jogador de futebol. Virou ator. Kaique conta que, um dia, viu uma fila enorme na Casa do Zezinho. “Pra que essa fila?”, perguntou. Mesmo acreditando tratar-se de um trabalho de faculdade, resolveu encarar. Todos os seus amigos estavam lá. Enquanto um “universitário” fazia perguntas, outro filmava. Um deles pediu para Kaique exibir uns passos de hip-hop. Depois de mais uns três meses de testes, Kaique foi selecionado para o elenco de Linha de passe, dos cineastas Walter Salles Jr. e Daniela Thomas. No filme, ele interpreta Reginaldo, o filho mais novo da personagem de Sandra Corveloni, que sonha conhecer o pai.
Ao se tornar ator, Kaique realizou um sonho de infância: viajar de avião. Foi ao Festival de Cannes, na França, a Brasília, Salvador e ao Rio de Janeiro. Trabalhou em dois curtas. Mesmo com a agenda meio atribulada, não desistiu da Casa do Zezinho nem da 8ª série num colégio público. “Antes eu não achava que tinha essa capacidade. Agora penso em ser alguém na vida, reconhecido. Mas não quero ser muito famoso. Só um pouco.” Kaique acredita ter ficado mais maduro graças aos educadores de Tia Dag. “Eu era irresponsável, brigão, nervoso. Na escola, não deixam a gente explicar nada e vão logo chamando os pais. Na Casa do Zezinho, é diferente. Se a gente tem problema, eles dão conselhos, conversam.”

 Marcos Lopes


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- Nasceu em São Paulo em 30 de Abril de 1983

- Entrou na Casa em 1994 e ficou até 1999.

- Formado em Letras na Faculdade UNICID.


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Meu nome é Marcos Lopes tenho vinte e quatro anos, há dezoito moro no Parque Santo Antônio e frequentei a Casa do Zezinho durante oito anos. Nunca aceitei as condições precárias que vivemos lá embaixo; esgoto a céu aberto, crianças tendo e abortando crianças, jovens e idosos puxando carroças para sustentarem as famílias, amigos roubando e entrando para o tráfico para não passarem e não deixarem os seus passarem fome, enfim, foram nesses descasos governamentais e sociais que cresci, porém. 


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Desde a mais tenra idade presenciei fatos que iriam mexer comigo no futuro. Quando completei exatamente vinte e um anos eu nasci, ou melhor, renasci das lágrimas esperançosas que brotavam dos olhos de minha mãe, pois, antes de atingir a maioridade, ela julgava ter perdido, para a criminalidade e para as drogas, um dos seus filhos queridos. Neste ínterim de insanidade pessoal, reapareceu em minha vida um anjo chamado Tia Dag que há muito tempo havia me feito uma proposta, proposta esta que só me fez parar para pensar quando a minha vida estava comprometida com a vida bandida. "Quer ser alguém na vida?" Está afim de abandonar tudo que você não conquistou até agora por uma vida melhor?"Aceitei a proposta imediatamente e, a partir deste dia, comecei a estudar, a trabalhar e entrei para a UNICID formando-me em Letras em 2007. 

Há dois anos e meio sou Educador da Rede Publica Estadual trabalhando no período noturno. Venho acompanhando o projeto "Virada Social" na casa do Zezinho, onde sou voluntário. Gostaria muito de poder participar, pois, conheço bem nosso Capão Redondo. E quero devolver tudo que recebi: Afeto, carinho, educação, informação e, principalmente o quanto é importante a minha participação no mundo.

Acredito, pois, que a educação, o amor para com o próximo, a paciência, o lazer, são as chaves para vivermos em um país melhor.