Ongs que mudam o mundo
O verbo transformar prova sua valentia e alcance no trabalho de ONGs que atuam em prol de pessoas, antes, sem perspectiva de vida. Conheçatrês exemplos desse comprometimento
| Há quase duas décadas, a Casa do Zezinho, na zona sul de São Paulo, atende alunos de 6 a 29 anos. Em diversas atividades, é aplicada uma metodologia educacional baseada em: espiritualidade, ciências, filosofia e arte. |
Qual é o seu sonho?”, perguntou Dagmar Garroux – ou Tia Dag, como é carinhosamente chamada – a um garoto recém-chegado à Casa do Zezinho, entidade por ela fundada em 1994 no Parque Santo Antônio, periferia da zona sul de São Paulo. “O que é isso?”, ele retornou, atiçando, naquele instante, a indignação há tempos incrustada no peito da educadora. O inconformismo com o abandono da população, entretanto, se somou à fé no potencial de cada indivíduo, levando-a a acolher as demandas locais – falta de teatro, cinema, quadras esportivas, centros de saúde, emprego. A ONG atende, anualmente, mais de 1 200 Zezinhos, crianças e jovens de ambos os sexos, com idade entre 6 e 29 anos, inscritos nas mais de 60 escolas públicas da região. Ali, são envolvidos em atividades de educação, arte, cultura e formação geral e em oficinas de capacitação profissional. Famosa por esbanjar garra e amor, Tia Dag ganhou notoriedade ao criar um modelo de desenvolvimento humano e social batizado de pedagogia do arco-íris. Ancorada em quatro pilares – ser (espiritualidade), conhecer (ciências), saber (filosofia) e fazer (arte) –, a metodologia educativa visa a autonomia de pensamento e de ação. O aprendiz entra aos 6 anos na sala lilás e vai avançando por sete estágios até chegar à sala vermelha, aos 21 anos.
Arte e cultura são algumas das oficinas da ONG Casa do Zezinho.
|
Nenhum comentário :
Postar um comentário