sexta-feira, 1 de maio de 2015

Kaique de Jesus Santos 


Marcelo Min
VIDA E ARTE 
Foi na Casa do Zezinho que Kaique de Jesus Santos (acima), de 15 anos, foi descoberto para o filme Linha de passe (abaixo, uma cena), de Walter Salles Jr. e Daniela Thomas 


 Divulgação


“Gosto de completamente tudo na Casa do Zezinho”, diz Kaique de Jesus Santos, de 15 anos, aluno da ONG desde os 8. Na infância, ele desejava ser bombeiro ou jogador de futebol. Virou ator. Kaique conta que, um dia, viu uma fila enorme na Casa do Zezinho. “Pra que essa fila?”, perguntou. Mesmo acreditando tratar-se de um trabalho de faculdade, resolveu encarar. Todos os seus amigos estavam lá. Enquanto um “universitário” fazia perguntas, outro filmava. Um deles pediu para Kaique exibir uns passos de hip-hop. Depois de mais uns três meses de testes, Kaique foi selecionado para o elenco de Linha de passe, dos cineastas Walter Salles Jr. e Daniela Thomas. No filme, ele interpreta Reginaldo, o filho mais novo da personagem de Sandra Corveloni, que sonha conhecer o pai.
Ao se tornar ator, Kaique realizou um sonho de infância: viajar de avião. Foi ao Festival de Cannes, na França, a Brasília, Salvador e ao Rio de Janeiro. Trabalhou em dois curtas. Mesmo com a agenda meio atribulada, não desistiu da Casa do Zezinho nem da 8ª série num colégio público. “Antes eu não achava que tinha essa capacidade. Agora penso em ser alguém na vida, reconhecido. Mas não quero ser muito famoso. Só um pouco.” Kaique acredita ter ficado mais maduro graças aos educadores de Tia Dag. “Eu era irresponsável, brigão, nervoso. Na escola, não deixam a gente explicar nada e vão logo chamando os pais. Na Casa do Zezinho, é diferente. Se a gente tem problema, eles dão conselhos, conversam.”

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